“Não fale com estranhos” explica muita coisa sobre viver no exterior.

the stranger - book

Hoje eu assisti aos 8 capítulos de “The Stranger”. No momento, estou com medo dos meus colegas de trabalho, vizinhos e definitivamente de alguns parentes.

Eu não sei se a situação vai melhorar ou piorar se eu resolver assistir “Safe”que é do mesmo escritor. Vocês assistiram?

O suspense baseado no livro do Halan Coben foi filmado em Manchester, que é uma cidade a duas horas de Londres que tem essa vibe aqui:

the stranger - downtown manchester

A história se passa no subúrbio e aqui vocês conseguem ver as principais casas que foram usadas nas filmagens direto no google maps:

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( https://goo.gl/maps/mvkgXYSRnHjT4mi88 )

Uma das casas que a gente vê é essa Eduardiana (?) aqui:

Alguém mais acha que o exterior e o interior não combinam? Existe uma grande desvalorização do clássico, no que se trata de mobília, no exterior. Eu, obviamente acho uma pena porque eu não sou fão do moderno e MUITO MENOS do branco…

A casa principal, no estilo Georgiano, certa vez serviu de moradia pra 24 estudantes. Reparem como é comum na Inglaterra a preservação da fachada e a reforma completa dos interiores.

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Algo me diz que eles arrematam as paredes por dentro com dry-wall porque não tem jeito de uma parede de tijolos do século 18 ou 19 ser lisa desse jeito – (mas eu não sei como eles fazem exatamente).

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O que eu sei é que eu gosto muito desse escritório! Gosto do piso de madeira corrida e do sofá azul com cara de desconfortável. É um ambiente que fica super em cima do muro entre ser completamente masculino ou feminino.

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No quarto do menino, eu acho que os posters colados na parede sem moldura, apesar de retratarem algo recorrente na adolescência, deixaram uma cara de inacabado… principalmente da maneira desordenada como foram colocados. Já, as fotos sobre a escrivaninha ficaram bem legais!

Reparem como eles usam abajour! Só nesse quartinho, tem 3.

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Essa sala da família ao lado da cozinha tem tantos elementos modernos e fica tão fora do meu orçamento que eu não quero nem cobiçar ela…

Tudo bem, é uma sala bonita e aquele móvel embaixo da TV (duas fotos abaixo) com cara de anos 70/80 tá super na moda. Mas eu ainda sou bem mais clássica do que isso.

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Moderno demais pra mim!

Adorei as muitas estantes com muitos livros coloridos. Dá um ar de realidade! Ninguém merece a estante de “Para todos os garotos que já amei” que só tinha livros azuis!

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Aqui, o outro lado dessa peça gigante com a cozinha no meio:

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Essa bancada deve ter, tranquilamente, 1.7m x 3m… o que é mais ou menos o tamanho das cozinhas que a gente encontra nos apartamentos no Brasil.

Aqui, uma vista do exterior:

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Sim, os caras têm dinheiro. Mas sabe o que eu noto de estranho e que essa série retratou muito bem? Eles têm muito medo uns dos outros. Eu tenho um amigo Canadense (Sim, eu consegui fazer UM em cinco anos) e ele demorou meses pra realmente conversar comigo sobre algo que não fosse trabalho e mostrar algum tipo de confiança.

Eu noto as crianças na pracinha se afastando das minhas filhas (apesar dos vizinhos aparecerem na nossa casa pra brincar sem convite) e eu noto um medo geral uns dos outros. Um tal de “todo mundo pode ser um psicopata”. O que parece que é absolutamente verdade, de acordo com os filmes e séries que eu vejo. Talvez essa realmente seja a realidade daqui.

Como se “You” já não tivesse me deixado paranóica o suficiente, “The Stranger” foi a gota d’água que faltava pra eu ligar todos os meus alarmes que faltavam e confiar menos ainda nas pessoas aqui!

Vou ali dormir com a luz ligada…

Boa noite, povo!

 

American Drifter

Essa semana eu li “American Drifter” – mentira, ouvi.

É um livro de 2017 escrito pela Heather Graham e o Chad Michael Murray.

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A primeira coisa que vocês precisam saber é que eu não leio ficção. Nunca. Absolutamente nunca… por isso eu devo ter enrolado pra ler esse. O que me convenceu foi eu ter descoberto o Audiobook narrado pelo Chad. A narração dele é perfeita, a voz dele é um calmante e eu desejo secretamente que ele lance vários audios com histórias para dormir…

Eu li “American Drifter” por motivos muito pessoais – e bobos.

Primeiro porque ele foi escrito pelo Chad Michael Murray (O Lucas de One Tree hill) e eu vi em uma entrevista que o livro tinha sido baseado em um sonho que ele teve.

Acontece que, desde que o mundo é mundo, o meu marido adora repetir que os homens não entendem as mulheres mas as mulheres também não fazem o mínimo esforço pra entender os homens… o meu raciocínio – provavelmente esquizofrênico – foi: “Se esse livro saiu de dentro do subconsciente de um homem, ele deve me fazer entender um pouco mais o que diabos passa pela cabeça deles”. Claro que eu teria que ler nas entrelinhas, mas foi no que eu acreditei.

Com “American Drifter” eu aprendi que meninos têm uma necessidade extrema de ser heróis, o que eu, particularmente, acho extremamente cansativo… e também que o Chad Michael Murray tem problemas familiares mal resolvidos.

Eu acho que a auto-biografia dele vai ser bem mais interessante que a ficção que ele escreveu, mas o livro não é ruim.

É interessante ver o Brasil com os olhos dos gringos. Ele se esforça pra falar português durante a história inúmeras vezes e eu acho que, pra quem nunca visitou o Brasil, algumas referências ficam super vagas. Por exemplo, ele fala muito na feira livre e em comidas típicas tipo “salgadinhos”. Ele conta bastante da história do país e romantiza absurdamente o fato de nós sermos de raças diversas, acreditando que no Brasil não existe racismo. Que bonitinho da parte dele, né?

Infelizmente, vocês vão descobrir, se lerem, que essa história já foi escrita algumas vezes… só mudam os personagens e o cenário. Eu vi pessoas criticando que o livro só fica interessante quando o segredo é revelado, o que acontece só no último capítulo e nas últimas páginas. Realmente, é um livro que tu passas a maior parte do tempo esperando algo acontecer e quando acontece, acaba.

O Chad Michael Murray escrevia esse livro nos intervalos de gravação de “One tree hill” quando ele tinha uns 22 anos e o meu coração foi meio partido quando eu descobri que a mãe dele abandonou os 5 filhos quando eles eram pequenos e que ele foi descoberto como ator por uma enfermeira (que era modelo) quando ele quase morreu com 15 anos de idade por um problema no intestino que os médicos passaram muito tempo pra conseguir identificar.

Por isso eu não consigo dar uma nota pra esse livro! Sofro de interferência pelo meu amor incondicional por essa pessoa incrível que ele é… conflito de interesses total!

Alguém já leu esse livro?

Cuidem-se!

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