Sweet Magnolias

A série mais aguinha-com-açúcar que você vai (ou não) assistir em 2020.

Considerando que 2020 está um caos, eu confesso que eu até gosto de deixar “Sweet Magnolias” rodando ao fundo enquanto eu trabalho.

É uma série bonitinha E CRUEL.

Três amigas de uma cidade pequena dos USA (a cidade é linda e as casas são lindas!!!), passam por problemas opcionais e tolos do tipo: “A fulana fez uma festa no mesmo dia da minha festa, buá, buá”…

A parte cruel é a realidade que ela mostra. Uma sociedade completamente fechada e de mente fechada. A coitada da personagem da irmã da Britney Spears tenta de todas as formas se aproximar da personagem principal. Ela não é uma pessoa ruim! E a cidade inteira resolve que ela não merece uma chance.

Isso é realmente o reflexo das cidades do interior que eu tenho visto aqui, no vizinho do primeiro mundo. A gente morou em cidades pequenas onde a primeira regra era “fiquem longe dos católicos” e o mundo das pessoas girava em torno de qual das 11 igrejas eles frequentavam.

A série retrata exatamente isso. O lema é: “Nos envolvemos com a nossa pequena comunidade do nosso pequeno bairro e QUASE NINGUÉM é bem-vindo”. Há exceções, claro! Mas eu senti a crueldade dessas senhoras!

Claro que eu me apego e eu PRECISO terminar de ver algo que eu começo, e lá no final do último capítulo eles deixam um gancho – fraco, nada comparado a “Dead to me” – mas eu preciso assistir a segunda temporada! Ainda sem previsão!

Eu fui buscar o livro da série quando aquele gancho me pegou de surpresa, e descobri que era, na verdade, uma série de livros e que o meu gancho não necessariamente estaria em algum deles e pode ter sido criado só para a TV.

A autora recomenda que a gente comece por “Welcome to Serenity” e os livros que contam as histórias das 3 personagens principais são separados.

Normalmente, eu me atiraria no livro, mas dessa vez, meu interesse pela série foi apenas visual (sou fútil). Deixei os livros pra lá…

Como eu disse, a série é realmente bonitinha, e eu me vendo por coisas bonitinhas. A começar pela decoração e a arquitetura que ela mostra.

O SPA

Tem até reforma! E eu fiquei louca pra ver o resultado final… achei meio nada a ver, mas não ficou de todo ruim. A adaptação da casa histórica não permitia grandes mudanças, mas eu acho que eles poderiam ter se esforçado mais!

A casa da Maddie

A casa da Maddie é muito bonita e cheia de coisas que eu quero colocar no meu vision board (e eu não estou falando do treinador aleatório com quem ela não tem UMA conversa descente – na minha humilde opinião).

Eu falo é dessa mesa de jantar mesmo!

E da maneira como as paredes estão preenchidas por quadros e enfeites…

Até a cozinha está arrumada, mas não demais. O que é bom e condiz com a realidade de quem tem filhos pequenos!

Falando em filhos pequenos, preciso ir ensinar as minhas a fazer conta de menos…

Mais tarde eu volto e comento sobre a casa da Helen e da Dana Sue!

Maratonei “Dare me”

É óbvio que eu vi mais-uma-série-adolescente e eu cliquei “Play” automaticamente. Dessa vez, não consegui tirar fotos temáticas porque não consegui comprar o livro e porque eu resolvi fazer mais uma faculdade e ando super sem tempo… mas as maratonas continuam (ao fundo, enquanto eu trabalho de casa ou faço meus cálculos, pra não dormir!)

“Dare me” foi uma surpresa maravilhosa, considerando que eu não li absolutamente nada sobre a série antes de começar a ver.

Primeiro, a fotografia é impecável! Só pelas fotos da promoção da série a gente já tem uma ideia do que estava por vir em termos de direção de arte.

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Como se o filtro que eles usaram não fosse perfeito o suficiente pra me convencer a assistir essas gurias, a história superou as minhas expectativas.

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Tem todo um clima de “The Stanger” misturado com “You” no ar.  É uma série de suspense e drama, que se passa no colégio, mas que de adolescente não tem nada.

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Definitivamente, não é para os fãs da Lara Jaen. (mentira, vocês sabem que eu assisto a Lara Jean repetidamente!)

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Em uma escola de uma cidade do interior, a treinadora Collete ( Willa Fitzgerald ) assume o time das líderes de torcida, com a intenção de levar as meninas para a competição regional.

Lá, ela encontra a capitã Beth (Marlo kelly), que não gosta de ideia de obedecer uma velha – de 28 anos – e fica particularmente irritada com a atenção que a sua melhor amiga Abby ( Herizen Guardiola)  dá e recebe atenção da treinadora.

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Em algum momento, como a capa do livro diz as coisas vão longe demais. E foi aí que eu não aguentei esperar pela segunda temporada e mergulhei nas páginas da Megan Abbot! Justo eu, que não leio ficção…

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A versão do Audiobook que eu comprei veio com efeitos sonoros (música de fundo). Foi a primeira vez que eu vi, e eu recomendo!

É um suspense tão bem feito que, mesmo sabendo o final, eu tenho vontade de assistir tudo de novo pra prestar atenção nos detalhes!

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Falei um monte e não falei nada, né? Assistam e vamos conversar!

“Dare me” está disponível na Netflix.

Eu não estou OK com esperar até 2021 pela segunda temporada de “I’m not ok with this”.

“I am not OK with this” é dos mesmos criadores de “Stranger Things”. Isso significa que… coisas estranhas obviamente estão para acontecer e que eu não pude assistir essa série com as crianças na sala…

Eu adorei a personalidade da Syd, a personagem principal, interpretada pela Sophia Lillis – uma criancinha linda de 18 aninhos! Eu sei que eu assisti “Para todos os garotos que amei” *algumas* vezes, mas a personalidade menininha-e-alegre-demais da Lara Jane não condiz com a realidade das pessoas com as quais eu consigo conviver em harmonia no mundo real. Ou talvez sim, né, Jojô?

Eu não vou contar a historia da série. Para isso, eu confio em pessoas como a Claicy. ( https://saidaminhalente.com/i-am-not-okay-with-this-uma-serie/ ). Mas eu PRECISO falar sobre essa direção de fotografia!

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Enquanto eu assistir a série, eu sentia um desespero por pausar o vídeo em várias cenas e depois fazer alguma coisa extrema, tipo cobrir as paredes do meu quarto com elas…

O que acontece dentro do meu cérebro quando eu vejo essas cenas, é uma grande sensação de conforto – semelhante a estar perto de uma lareira com uma xícara de café na mão no inverno do Rio Grande do Sul…- e isso acontece provavelmente por causa do aumento dos tons de vermelho nas cenas. Os tons de terra deixam a cena quente.

Olha a diferença da sensação quando eu diminuo a saturação

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É bem o contrário do filtro de “Twilight”, onde os vampiros são seres frios e eles querem nos passar essa ideia.

Outra coisa que me perturba é um certo bullying que acontece em relação à Syd, dando a entender que ela é feia. Com o fenômeno das Kardashians pelo mundo, parece que todo mundo tem obrigação de seguir o padrão de beleza delas (assim como foi com a Marilyn Monroe lá em 1950) e isso me sobe o sangue…

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Eu pesquisei no google e parece que a série se passa na realidade, no futuro. Eu acho que vamos ter mais respostas na próxima temporada porque eu vejo referências dos anos 80 por toda parte.

De repente é tipo Riverdale que está absolutamente perdida no espaço e tempo!

Assistam porque eu gostei (hahaha)!